As propriedades mecânicas dos aços inoxidáveis mudam em altas temperaturas? Descubra neste artigo.

Caso você não saiba o que é o aço inoxidável para compreender como suas propriedades se comportam com o aumento de temperatura, recomendamos que você leia este artigo aqui onde falamos sobre o que é o aço inox, suas aplicações e distinções entre algumas séries de aço. Caso você tenha lido o artigo, vamos seguir e entender juntos esta situação.

Quando falamos em aço inoxidável e como a mudança de temperatura o afeta, tanto os aços carbono como os inoxidáveis sofrem uma redução nos valores de suas propriedades mecânicas quando trabalham em altas temperaturas. Esta é, na realidade, uma caraterística dos metais e das diversas ligas metálicas. Nos aços comuns a perda nas propriedades mecânicas é mais significativa que nos aços inoxidáveis austeníticos, o que explica a preferência pela seleção destes materiais para aplicações em altas temperaturas. Os projetos de equipamentos devem considerar este aspecto, que não pode ser esquecido no momento da especificação do material.
Por outra parte, em altas temperaturas, a resistência à oxidação é, normalmente o fator mais importante na seleção do material. Os aços inoxidáveis são superiores ao aço carbono em altas temperaturas tanto ao considerar a resistência à oxidação como as propriedades mecânicas.

Veja as diferenças entre os aços série 300 e série 400 e acabe de vez com as suas dúvidas.

 

Neste artigo, falaremos sobre as diferenças entre os aços das séries 300 e 400, mas antes, vamos entender melhor o que é o aço inox e como se dá a sua divisão/classificação.

O aço inoxidável – ou apenas aço inox – é, nos dias de hoje, matéria prima indispensável em usos diversos na sociedade. Entre os usos mais comuns estão a fabricação de talheres, de bijuterias, de canecas, louças etc.. Também é muito utilizado na indústria de maneira geral, na fabricação de maquinário, de ferramentas, de peças de reposição – válvulas, conexões, tubos, flanges e outros produtos.

Para cada peça, produto e aplicação específica, existe uma série de aço inox mais propícia a ser utilizada. Estas séries são determinadas pela classificação normativa SAE/AISI, estabelecida pela Sociedade dos Engenheiros automotivos (do inglês norte-americano: Society of Automotive Engineers) e pela AISI (American Iron and Steel Institute), que se baseiam na composição do aço inox (mais especificamente, nos principais elementos de liga presentes) e nos métodos de preparação do aço para aplicação. No Brasil, a ABNT segue os mesmos critérios das classificações SAE e AISI, usando quatro algarismos (ABXX).

São previstas muitas dezenas de classificações. Nelas, os 2 dígitos finais XX indicam os centésimos da porcentagem de C (Carbono) contida no material, podendo variar entre 05, que corresponde a 0,05% de C, a 95, que corresponde a 0,95% de C. Se a porcentagem de C atinge ou ultrapassa 1,00%, então o final tem 3 dígitos (XXX) e a classificação tem um total de 5 dígitos.

Falando sobre os aços propriamente ditos: os aços da série 300 são aços inoxidáveis austeníticos (que são não-magnéticos e, basicamente, ligas de Ferro, Crômio e Níquel (Fe-Cr-Ni)). Já os aços da série 400 são aços inoxidáveis ferríticos (que são magnéticos e, basicamente, ligas de Ferro e Crômio (Fe-Cr)).

Os aços inoxidáveis da série 400 podem ser divididos em dois grupos: os ferríticos propriamente ditos, que geralmente têm uma quantidade de crômio mais alto e carbono mais baixo e os martensíticos, nos quais predomina uma quantidade mais baixa de crômio e mais alta de carbono (comparados com os ferríticos).

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